SOU ALINE ROSSI- ESCRITORA PARAENSE

Olá, parentes! Sou Aline Rossi, escritora paraense.

Vou responder a algumas perguntas e assim vocês poderão me conhecer melhor.
Vamos lá... 

Entrevistador- Aline, como você começou a ser escritora?

Aline- Comecei a ser escritora, quando comecei ser leitora assídua. Aos 9 anos, li um livro de Filosofia chamado Em busca da verdade de Jacob Bazarian, este livro marcou minha consciência leitora, ele me instigou a pesquisar a origem do conhecimento e isto me levou a ler mais e mais. Desde os 9 anos, leio e escrevo. Claro que do jeito próprio para a minha idade. 

Entrevistador- Você tem algum objetivo ao escrever?

Aline- Sim, tenho! Sou professora de Filosofia, em 2010 comecei a lecionar a Filosofia com crianças, pois descobri que para ter alunos críticos reflexivos no Ens. Médio, precisamos começar a compartilhar a filosofia desde cedo. Pela necessidade de ter materiais didáticos para as aulas de Filosofia com crianças, comecei escrever. Percebi que a minha Região precisa de autores filósofos que façam literatura Amazônida paraense, então aumentei o meu propósito. Hoje escrevo para contribuir com a minha região, com a cultura, com a literatura paraense.

Entrevistador- Como é ser escritora na sua Região?

Aline- É muito bom! Mas tem os seus desafios, e são enormes. A literatura no Brasil é um movimento de resistência. Resistência por não termos uma população leitora, o que enfraquece o movimento leitor. Amo ver as feiras literárias e as Bienais, pois parece que falseiam a realidade da ausência dos leitores, muito embora sejam visitadas e lotadas, ainda não conseguem manter os leitores como deveriam. infelizmente os leitores brasileiros são sazonais, ou aparecem por modismos. Ainda não temos hábitos que demonstrem que população prioriza a leitura e por conseguinte os autores que estão começando. Agora imagine esse movimento no Pará, ele é desproporcional. No Pará é muito difícil termos um público leitor. E o que é ter público leitor? É ter um público que consome livros, priorize livros a outros objetos de consumo. Outro desafio é termos leitores que queiram conhecer o novo. Novos trabalhos, novos autores. A pesar de ter lançado livros, não tenho público leitor ainda, pois é um trabalho que devo fazer ainda. Tornar o meu trabalho conhecido. Outro e muito importante é o que eu chamo de padrinhos. ou patrocínio. Produzir livros no Brasil é muito caro, um autor independente precisa gastar do seu bolso para produzir o seu livro se houvesse patrocínio o autor se sentiria mais livre para criar e produzir mais histórias.  
Então o desafio é grande! ter leitores frequentes, leitores que leiam autores desconhecidos, e patrocínio são os maiores desafios que enfrento. Sinto falta de patrocinadores. 

Agora, tirando os desafios amo escrever inspirada na minha região, nos seus problemas, com vistas a suas necessidades, toda vez que faço um projeto literário é como se eu estivesse cuidando de sementes, e gerações inteiras, é muito bom sentir-se presente na vida das pessoas e especialmente na cultura do meu lugar de origem. É como eu posso agradecer a Amazônia paraense por tudo o que ela fez por mim, desde a minha gestão, desenvolvimento e o que sou agora. Não tem preço ser consciente de que o que eu sou faz parte do lugar onde nasci, cresci e vivo. É um amor que carrego pelo meu lugar que deveria ter reciprocidade, deveria ter demonstração desse amor.

Agradeço as perguntas.
Continuaremos em outro momento...

Valeu!





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